Grosseira piada

I

Única coisa que acaba, nada

estando escondida, a descoberto

é gargalhada, que desafinada

fundo não finda, lá muito bem certo

Porque quem ri, da grande palhaçada

depois de dizer grosseira piada

mais triste será quem não a percebe

achando rindo, que foi engraçada

Os palhaços sempre são necessários

Os ouvintes serão seus operários

Só fazem o que lhes mandam fazer

Há palhaços lá no poleiro alto

falhados que querem, voar mais alto

nem vêm que o fim, é sempre morrer

II

Caindo o pano, sobre a tragédia

acabaremos com a brincadeira

Faremos dela tão grande comédia

que a cidade, será grande feira

Sem nada para encher a carteira

plástico ou papel, é indiferente

com fome sacamos da prateleira

dos hipermercados do Continente

Amorins, Soares Santos, Belmiros

e Mellos que todos, são muito giros

pessoas com tudo, nada nos dão

Tirando-nos a vontade em viver

Não muito tarda, irá acontecer

Que ricos serão, também no caixão

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Sessão de autógrafos do autor do “AoSol’ÉqueSeEstáBem…” Pedro Nunes, o B)’iL [o Bólice]

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O Bólice, Pedro Nunes [ o B)’iL ] autor do “AoSol’ÉqueSeEstáBem…” estará presente no dia 12.5.2012, das 17h às 18h, dentro do “Espaço dos Pequenos Editores”, na Feira do Livro de Lisboa, para uma sessão de autógrafos.

O autor d’a gregântica pena da agnóstico’anárquica espiritualidade, reserva a obra em todos os seus direitos… porque nos esquerdos também…

B)’iL

P.S. – Publique você também…

Conduzido a lágrimas…

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Como podes dizer que não és o responsável? E o que é que isso, tem a ver comigo? Qual é a minha reacção, e qual deve ser? Confrontado com estas últimas atrocidades!

Conduzido a lágrimas…

Tapo o meu rosto com as mãos, da vergonha que ata a minha garganta. E a minha confortável existência, é reduzida a uma réstia parte sem sentido.

E parece que quando alguns morrem inocentes… tudo o que lhes podemos oferecer, é uma página… numa revista qualquer. São demasiadas câmaras, mas muito pouca comida distribuída.

Porque é isso que temos visto… é sermos conduzidos a lágrimas. O protesto é inútil, nada parece passar. O que vai ser do nosso mundo… e quem sabe, o que lhe fazer?

Conduzido a lágrimas? Não… conduzido por lágrimas…

Pois eu não choro, nem tão pouco lhes levarei flores… apenas assisto expectante. Mas não acredito em lágrimas condutoras. Tenham dó de vós próprios, não de mim, S.F.F. – Sem Fazer Festas.

 

B)’iL

Sessão de autógrafos do autor do “AoSol’ÉqueSeEstáBem…” Pedro Nunes, o B)’iL [o Bólice]

O Bólice, Pedro Nunes [ o B)iL  ] autor do “AoSol’ÉqueSeEstáBem…” estará presente no dia 6.5.2012, das 16h às 17h, à semelhança das edições anteriores, dentro do “Espaço dos Pequenos Editores”, na Feira do Livro de Lisboa, para uma sessão de autógrafos.

O autor d’a gregântica pena da agnóstico’anárquica espiritualidade, reserva a obra em todos os seus direitos… porque nos esquerdos também…

a gregântica pena da agnóstico'anárquica espiritualidade       

                                                                           

Introdução à obra

Caros Amigos, distintos membros de imprensa, senhoras e senhores.

Passar a mensagem é com certeza o que se quer, quando se escreve, e, principalmente quando se publica.

O Bólice descobriu este prazer há uns poucos de anos e só agora com esta idade, é que se atreveu a publicar o que pensa, sob a forma de manifesto em prosa e poesia e deu-lhe o nome de prosa pó’Ética.

É uma forma artística, um termo em figura de estilo artístico. A arte é manifesto, a arte é mensagem.

 

O Bólice

Sou profundo, pois sou. Eu sou isto e aquilo, aquele e aqueloutro. Mudo com a lua, sei lá. Não sei ser de outra maneira! Posso ser o que quiser. Sou pedra de sal, mar d’água. Madeira da árvore e folhas. Os galhos são a minha família. As raízes nem sei de onde vêm mas também por agora pouco interessa. As folhas essas, algumas, que são poucas e que nunca chegam a cair. Como as da oliveira. Folhas duras de pequenas que são. A quem eu já peguei fogo e fiquei arrependido. Mas que secaram como da madeira ao carvão e ficaram marcadas para sempre, escritas pelo seu próprio carvão. Com história. Com a vida escrita na sua arborescência. Sou livre de o ser e também vergo com essa idade. E vergo, pois, porque o ar também tem o seu peso. Mas um peso que fica leve com a vontade. O vento é o peso da vontade. E com vontade de ser, eu sou assim. Lucidez de luz intermitente, compassada e determinada. Sou o vento e dou-o de vento em popa. Tal qual copa da árvore lá no alto, redonda de imperfeições e que abana. Estou aqui e vou aqui, porque caminhando vou ali. Se não me dirigir àquela porta na atitude de a abrir, ela certamente não se abrirá sozinha. Se olho no espelho da vida assim bem vejo. Quando não gosto é porque não estou a ver bem. E por mais que tente lá chegar, a distância tem sempre outra metade da distância percorrida a percorrer. Há sempre mais a outra metade da distância a percorrer. E depois? Continuo. Continuo a percorrer o afastamento do ponto de partida, do espaço da existência, convicto que irei chegar ao destino. Esse é definitivamente infinito, sabendo perfeitamente que nunca se chega ao seu fim. Porque afinal o que gosto mesmo é de percorrer a textura do intervalo. Esse momento, que guardo com carinho e paixão. Paixão que vivo intensamente. E choro. Choro de alegria ao ver que cada passo que dou é mais um metro de conquista.

A conquista do comprimento que tem o amor. Aquele amor que nunca me deixa triste. Aquele amor que nunca me envergonha. Só me enaltece mais ainda. Sim, porque amo com verdade aquilo que ando a fazer. Vocês não? Não amam o que fazem? E porque não hão-de amar? Porque não hão-de também querer que a vossa vontade seja igual à minha? Ou até maior! Basta querer para ser aquilo que se quer ser ou ser o que se é. Pois então que o sejam, meus amigos. Muito obrigado por serem quem são. São vocês que me ajudam a ser assim. Bem hajam, mais uma vez, que não me cansa. Porque resistir é vencer. “Assim seja” 

 

Cabelos Brancos

Cabelos brancos são sabedoria

Preserva-los, é personalidade

Vitalidade só tem harmonia

Quando amamos a nossa idade

 

Aprender a amar, nunca é tarde

Se amas, eu amo, é a verdade

Sentimento deste coração arde

Reconhece essa necessidade

 

Se há, duas coisas bem diferentes

Uma delas é ser velho e estragado

Outra, ser antigo mas preservado

 

Ambos são conceitos e são parentes

Ignorância mantém o defeito

Sabedoria merece, respeito

 

A Arte na Literatura

A literatura é uma forma de arte e neste meu caso particular, se são muitos ou poucos os que a vão ler, ou se é má ou boa a mensagem, isso já vai além do que eu ou alguém possa julgar, ou achar que o seja. O fazer, o publicar, já são atitudes que se devem ter. Pelo menos, não nos arrependemos de o não ter feito, devendo-se para isso ter o cuidado e consciência no conteúdo e no propósito dessa mensagem. Partilhar é o principal propósito da mensagem.

Das palavras às acções, podem-se ter infinitas distâncias, ou até nenhumas. E como é que isto se compreende? Se por ventura o que escrevo o não faço, no mínimo é como o velho ditado do médico que diz ao paciente, faz o que eu te digo, mas não faças o que eu faço.

Há sempre nisto um lenga-lenga medonha e chata, mas não é por isso que se deva desistir em tentar transmitir positivamente por palavras os nossos sentimentos. É nelas que existe a eterna mensagem. Resumindo, sugiro que se tenha em conta que quando se aponta o dedo a alguém, esse dedo é virado para nós.

“Já dizia o velho ditado dos nossos avós. A culpa é sempre dos outros e os outros somos nós.”

Esta é uma verdade em que acredito. Mas toda a verdade depende do seu espaço – temporal. A memória ou seja a história guia-nos e dir-nos-á o caminho. E uma coisa é certa, a verdade, ela existe mesmo para além da nossa compreensão, o que faz dela um valor incalculável. Mas o que é verdade afinal?!

 

Abrilada

Abril de Otelo, grande parada

Rumam fileiras na grande jornada

Benditos capitães, tropas em cacho

Maia renite apagar o facho

 

Querida liberdade alcançada

Demite papões temendo já nada

Cravam cano, travam tiro unido

Bradam povo jamais será vencido

 

Logo à pátria eles submetem

Meio cavaco aponta fuzil

Encarcera companheiros d’Abril

 

Grande estratega todos subvertem

Acusado, apagado, é triste

Verdade não dizem, ela existe

 

A Verdade

O sua antítese, o “falso”, também é uma verdade. Por isso tudo leva a crer que apenas a verdade é um facto consumado e o que é falso será sempre forjado doutra verdade. A prova está em que, as coisas são como são e nunca como nós as vemos ou muito menos como as queremos ver. Pois cada qual a vê na sua medida e perspectiva.

Para isso é necessário conhecimento. Para se ter conhecimento é preciso ter uma boa e acompanhada educação para uma boa formação de carácter individual. A educação é um conceito a que eu dou muita importância. Sendo eu o humano mais pequenino na terra, sinto-me um privilegiado em poder exercer esta minha vontade de pensar e comunicar, da melhor forma que sinto e sei, tentando assim dar o meu melhor.

É dando que se mostra o que se vale. Eu nem estou aqui para vos dar nada, mas sim, para vos vender um livro. Por isso neste tipo de sistema em que vivemos valho muito pouco e quem dá o melhor que tem a mais não é obrigado.

Somos todos iguais nas nossas diferenças e isso é difícil de aceitar. E assim se atribui o valor às coisas, aos conceitos e aos sentimentos.

A natureza segue uma ordem anárquica e tende sempre a equilibrar-se. Essa ordem é justa e daqui ninguém sairá vivo.

Por isso será uma ordem de ideias justa, o que aqui estou a dizer?

Romain Rolland, Francês Novelista, Biógrafo, Compositor e Musicólogo dizia:

 

“Quando a ordem é injusta, a desordem é já um princípio de justiça.”

…  a isto chamo simplicidade e pureza …

por isso, não te deixes corromper

porque viver não custa

custa é… saber ver viver

mantenho esta minha busca

mesmo que seja uma dureza

porque… resistir é já, vencer …

Sou um agnóstico’anarco-panteísta, por isso reservo todos os meus direitos … e os esquerdos também …

Direitos reservados… e os esquerdos também

Liberdade sim, mas porquê saudade ?

quanto mais gosto de ti, é de mim

que mais sinto nesta minha vontade

de criar cá de dentro esse fim

 

P’los teus e p’los meus, estou na vanguarda

preparado p›ra saltar esse muro

da vida, espiral manifestada

liberdade, afincado futuro

 

Não sei crer, mas anseio derradeiro

que este mundo mesmo desordeiro

tem-se na forma de ser sempre certo

 

Eu me reservo nos direitos, canhoto

nos esquerdos, tenho o mesmo afouto

de ter essa liberdade por perto.

 

Pedro Nunes o Bólice  [ B)’iL ]

É sobre estes princípios, de que se trata esta minha pequeníssima obra.

Nada dela poderá mudar os malefícios do mundo, mas pelo menos tenta ajudar a melhorá-lo.

Só quero aqui deixar mais uma ideia… uma verdade minha …

Uma grande verdade … um pensamento contundente …

… o mundo é nosso e ninguém nos deu … nós é que o, usurpamos …

 

ABRÇs e BJÑs                                                                                                                                             do  B)’iL


RNT – Revista Novos Talentos

Artigo da RNT – Novos Talentos, sobre o lançamento na livraria Barata do livro “AoSol’ÉqueSeEstábem…” by Tico Esteves (http://www.facebook.com/Tico.Esteves.Artes)

B)’iL

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Algures entre a felicidade e uma máquina infernal – d’A contra-capa

Algures entre a felicidade e uma máquina infernal

Uma viagem conceptual à catedral da (minha) vida. Quanto mais ela sobe, mais difícil se torna respirar. Lá no alto a vista é bela. Mas o que é beleza, afinal? É ver-se tudo muito pequenino? Não, eu gosto de apreciar o pormenor. Gosto de saborear os relevos – as “relevuras” – dos caminhos, das passagens e das passadas.

Gosto de andar a pé e deparar como no solo as coisas mais pequenassão as mais belas de todas. E não tenho medo de ir ao fundo. Porque o fundo é a minha verdadeira essência da vida. Toda ela é a minha água, as minhas lágrimas… as tristes e as contentes. E gosto muito dela.

Pedro J. Nunes dos Santos [ o B)’iL ], artista-músico-percussionista-e- poeta, aspirante ao curso de Estudos Gerais das Artes da Universidade de Lisboa, admirador de história e filosofia, brinda a vida quotidiana com textos satíricos e sonetos de amor e humor, cáusticos.

Ele É’letri’cista. Trabalha com as letras ligando-as umas às outras, numa escrita “após’trófica”, “hífen-isada” e pausada… no silêncio musical das “recti’essências”.

Na escrita… ele encastra o seu imaginário simbólico de entendimento metafórico e alegórico, alicerçado na inovadora forma de comunicação. A escrita e leitura da “blogo’esfera”, sitiada na recente e usual World-Wide- Web, no vulgo, net ; a rede.

Esta edição de autor, procura por todos os meios e não meios, a reserva de todos os direitos… e dos esquerdos também. Porque a vida é bela, mas também pode ser horrível se assim o quiserem. Pessoalmente, prefere vivê- la ao máximo. Passar a mensagem, é com certeza o que quer quando escreve, e, principalmente quando o publica. Se são muitos ou poucos, os que a vão ler, ou se é má ou boa… isso já vai para além do que ele ou alguém, possam julgar, ou achar que o seja. O fazer, o publicar, já são atitudes que se devem ter. Pelo menos, não se arrepende de o não ter feito.

E porque este poeta, é também um bom ladrão, todas as suas emoções e utopias são vividas e tendem em ser partilhadas, com o gosto pelo prazer de serem vividas. Quando assim não acontece, é bom na mesma. Porque o que pode ser mau trazer-lhe-á algo de bom, o que certamente o fará mais forte e conhecedor. Por detrás de um poeta, está um observador, ou melhor, um pensador… um idealista. Ou um idiota, se assim lhe quiserem chamar!

E obviamente, resumindo tudo isto… porque resistir, é vencer.

ImagePedro Nunes o B)’iL

AoSol’ÉqueSeEstáBem…

edição de autor, com todos os direitos reservados… e os esquerdos também…

A luz da vida

Quero lá saber que a vida dure !

O que quero dela é simples – estar –

Não há destino que dela me empurre,

nem há dela, quem me faça voltar.

A vida é uma, só quero isso.

E não preciso de ter mais nenhuma.

Para ficar a dever ? Compromisso ?

A outra vida, ou coisa alguma ?

Só faço parte desta natureza.

Vivo com ela, tenho certeza.

O lugar é aqui, não na penumbra !

Tenho força em toda a fraqueza.

Vejo na luz, com tão pouca destreza.

Tudo, o resto, quer que eu sucumba.

B)’iL

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